sexta-feira, 22 de abril de 2011

Conhece-te a ti mesmo

  
 Rafael conhecendo a sí mesmo(rsrsrs)
  
  O homem observa o mundo em que vive com admiração e espanto, dessa forma ele anseia interpretar os fenômenos que o rodeia, contudo o conhecimento que o homem tem do mundo é arbitrário, pois a realidade é muito mais rica do que aquilo que costumamos captar do exterior, por isso quanto mais se conhece mais se desconhece, dado o mistério que o desconhecido nos proporciona.
  O mistério não é empecilho na eterna busca do homem em perguntar e pensar sobre a sua realidade, pois ele precisa conhecer o mundo em que vive para apropriar-se das coisas e assim perpetuar a humanidade, dessa forma o homem é o ser da transcendência, na medida em que se  distancia no tempo e no espaço para garantir a existência.
   O homem por ser um ser da transcendência busca conhecer a si mesmo e o universo em que vive, por isso sempre é questionadora a frase do oráculo de Delfos: ”Conhece-te a ti mesmo”. Ela nos leva a pensar sobre a autocompreensão do ser humano e do cosmos, pois conhecendo a si mesmo o homem se torna capaz de conhecer o mundo.
  A humanidade procurou conhecer o cosmos e a si mesmo através dos mitos, que são narrativas fantásticas e que não encontram plausibilidade em seu conteúdo, mas nem por isso perdem seu encanto e beleza na composição de fatos que compõem o seu enredo.
 Gerações ficaram aturdidas ao escutar ou ler o mito da criação cristão- judaico , Gilgamesh dos mesopotâmicos e as epopeias homéricas e hesiódicas, e perceber o quanto o homem percorreu para traduzir a origem do bem e do mal, do universo em harmonia e desarmonia e do homem e seus complexos.

Rafael dos Santos Oliveira

Atitude filosófica de Drumond

                  Eu insisto na investigação detalhada que devemos fazer de nós mesmos.Em vez de querermos descobrir os mistérios dos outros, descubramos os nossos primeiro no misterioso tempo em que vivemos, e onde um dia jazemos.(Rafael dos Santos Oliveira)

Penso, Logo existo e Existo, Logo Penso.

    O francês René Descartes é o expoente da dimensão idealista subjetivista.Suas obras principais são:Discurso do Método, Paixões da Alma, e Meditações.Nessas obras ele descreve minuciosamente como o ser pode conhecer o mundo através do bom senso ou razão.
  
  A filosofia cartesiana dá ênfase a dimensão "racional" do homem, assim ele enseja que o ser adquire consciência da sua existência pelo que ele pensa, como Descartes nos diz no Discurso do Método:"Penso, logo exito.
  
   Devemos entender o "Penso, logo existo" remetendo essa condição como pressuposto para a compreensão da realidade tangivel.Não é pelo fato de pensar que existimos, mas por existirmos é que pensamos, porém só adquirimos essa certeza pelo fato de pensarmos.
   É muito importante gravarmos esse aforismo em nossas vidas.

   Realmente pensamos sobre os nossos discursos e atitudes na existência?

   Assim como os outros animais existem nós também existimos,MAS ESSA EXISTÊNCIA SÓ GANHARÁ SENTIDO SE PENSARMOS SOBRE ELA.

  Você sabia que pensamos todo tempo, porém pensamos sobre esses pensamentos?

  O pensamento do pensamento é o que chamamos de reflexão.

  Você costuma refletir??

  Pense, logo exista e exista logo, pense

  Rafael dos Santos Oliveira

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A filosofia e o consumismo

   A atitude filosófica é a postura reflexiva diante das crenças silenciosas que nos acompanham durante a vida,como por exemplo: quando eu vou a uma loja e compro algo.Muitas vezes não  questionamos o porquê de adquirir tal mercadoria.A sociedade em que vivemos esqueceu da reflexão nescessaria para não cairmos na obsesão consumista que o mercado nos impõe.

  Comprar virou sinônimo de status social, consubstanciado no que chamamos de " poder de compra", porém já paramos para refletir e nos perguntarmos:

Será que realmente temos esse tal " poder de compra?
O que compro realmente vai ser útil para a minha familia?

Já reparou a nescessidade de incorporamos a essas perguntas o termo "realmente"?

A reflexão que tantas vezes me refiro tem que ver com o que é real.

Os produtos vendidos pela mídia em geral já transcenderam os limites da realidade.

Alguém já percebeu que o comercial da manteiga transmiste aos telespectadores um tipo de familia ideal??
Será que todas as familias são iguais aquela??

O ideal é aquilo que não existe na realidade, ou seja são projeções...

O produto ou mercadoria vai além do seu valor de troca(valor) ou do seu valor de uso, estão imbricados ao seu corpo as projeções que as pessoas conscientes ou incoscietemente  tem acerca deles.

Será que não olhamos muito superficialmente para as coisas??
Será que projetamos muito as coisas??

Olhemos a realidade(Rafael)..E deixemos de coisa, cuidemos da vida. Pois senão chega a morte ou coisa parecida. E nos arrasta moço sem ter visto a vida.(Cecilia Meireles)

Para indagarmos a importância das coisas temos que conecta-las a vida, portanto se elas diminuem a vida devemos descartar..diga não a coisificação do ser humano devido a um consumismo animalesco.(Rafael)

Rafael dos Santos Oliveira

O olhar de alteridade e o sentido da vida

 
  Muitas coisas que fazemos em nossas vidas não são questionadas.Vivemos e não  sabatinamos  a nós mesmos, como por exemplo:qual é o sentido da minha existencialidade?. Dessa forma não conhecemos o que somos.Se não compreendo quem sou como compreenderei o outro.Precisamos de um olhar de alteridade.Alteridade é um olhar para o seu " ser interior", afim de compreender que o outro não é um ser estranho a você.

Você já refletiu hoje sobre você mesmo??

  Conversar com você mesmo parece coisa de gente insana, mas se refletirmos um pouco sobre o absurdo que a vida é, não achariamos isso.A humanidade é destruida por guerras, fomes, torturas e etc.Quantas pessoas se arruinam por não acharem um sentido para a sua vida, e por não encontrarem  um norte na sua, destruiram a tantos outros seres nas mais diversas atrocidades já citadas anteriormente.

  Precisamos olhar para nós mesmos..achar um sentido para as nossas  vidas e a dos outros, afinal se não me conheço como conhecerei o outro.

  Compreender a sí mesmo é um passo fundamental para a evolução do seu eu interior e um parametro fundamental para conhecer os demais sujeitos que formam a humanidade com você.

  Lembre-se: "Eu sou eu e minhas circunstâncias."(José Ortgega Y Gasset)
                    "Eu sou a medida que os outros são."(Jasper)
                    "Quando um homem progride espiritualmente toda a humanidade progride junto com ele".(Gandhi)
                  "Eu sou ele, como você é ele, como você sou eu, e nós estamos todos juntos".(Beatles- I am The Walrus)
                    "Somos mais que nós mesmos..Somos nós e o mundo em que vivemos"...(Rafael)

Rafael dos Santos Oliveira
22 anos de sonho, de sangue e de América do Sul

Ainda sobre o AMOR

      Há quem diga que o AMOR é ápice das relações, o topo, o cume da montanha.
     O que muitos esquecem é que para se chegar lá no alto é preciso passar por tantos outros sentimentos... Comece com respeito é uma boa pedida, passe pela compreensão, lealdade, amizade, carinho, querer bem, dedicação, cumplicidade, companheirismo.
       Tornar-se-ia impossível chegar ao cume sem antes escalar!
      Poderíamos fazer do amor uma base também o chão firme e forte onde colocaríamos nossos pés e que seguraria toda essa montanha de sentimentos. O que precisamos mesmo é do AMOR ÁGAPE, esse que se doa este sentimento que realmente faz o AMOR acontecer, aquele amor presente no texto de I Coríntios Cap.13 , que benigno ,compassivo que tudo crer, espera e suporta.
    A questão é que ele o AMOR não sobrevive sozinho, é tão forte e divino que em meio a tanta coisa adversa acaba sendo sufocado, esmagado e demolido  por tantas outras coisas e sentimentos obscuro como medo, raiva, tristeza, desilusões...
     Para começar vamos faxine o seu coração, limpe a sua áurea, evolua a sua mente... Aceite o amor como o sentimento que é base e que é ápice mais não esqueça dos outros sentimentos que ajudam o AMOR a continuar existindo.

Viva AMOR;
Faça AMOR;
Acredite AMOR;
Espalhe AMOR;
Seja AMOR....
No fim é isso que receberás nada a além nem a menos do que o puro AMOR

JiN Oliveira

O amor e a Divina Comédia Humana

  

   Observando as relações sociais construídas vivenciamos uma época marcada pela fugacidade em que estas relações são destruídas, sejam elas amorosas,econômicas, culturais e etc. Queria detalhar no que tange a amorosidade dos nossos dias marcadas pelos encontros e transas casuais. Belchior nos alerta na sua canção Divina comédia Humana:”O amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual”.

  Observando o trecho da canção de Belchior o amor é algo profundo, e por ter essa natureza é necessário o auto conhecimento, assim devemos nos remeter a frase socrática:”conhece-te a ti mesmo”. O sujeito para amar o próximo deve primeiro conhecer a si mesmo e ter amor próprio. Dessa forma ele terá um referencial de como ele deve amar o outro.

  O referencial que ele vai construir a partir de si para amar o próximo não é requisito para uma projeção daquilo que você queira que o outro seja, pois deve existir o respeito a individualidade imanente a cada sujeito.O amor é um misto de profundidade, autoconhecimento e conhecimento do outro. Amar é conhecer a história do outro, pois só amamos aquilo que conhecemos.

Rafael dos Santos Oliveira